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Senado do Paraguai ignora renúncia de Peña e mantém impeachment

Presidente deve apresentar sua defesa na sessão desta sexta-feira (6), às 10h; a votação depende de 30 dos 45 senadores

Por Redação Portal RGN ·

Foto: Gaúcha ZH

O Senado do Paraguai ignorou, nesta quinta-feira (5), o pedido de renúncia do presidente Santiago Peña e manteve o processo de impeachment. Os parlamentares marcaram nova sessão para as 10h desta sexta-feira (6), quando o chefe de Estado poderá responder às acusações da Câmara dos Deputados e apresentar sua defesa. As informações são do portal GZH.

Como funciona a votação

Para que Peña perca o mandato, são necessários os votos de pelo menos 30 dos 45 senadores. Se o impeachment for aprovado, ele deixa definitivamente a Presidência e perde a condição de senador vitalício. O vice-presidente, Pedro Alliana, assumiria o cargo até o fim do mandato, em agosto de 2028. O pedido de impeachment contra Alliana foi rejeitado.

A crise do Ueno Bank

O processo ocorre após a intervenção do Banco Central do Paraguai no Ueno Bank, na terça-feira (3). Uma revisão dos balanços apontou que o índice de solvência estava abaixo de 50% do mínimo exigido por lei. Agências foram fechadas, o aplicativo saiu do ar e contas e cartões foram congelados.

Segundo o Ministério Público, operações suspeitas somam mais de US$ 167 milhões. A suspeita é de empréstimos excessivos a empresas ligadas ao grupo controlador. Oito dirigentes tiveram prisão decretada, e 27 pessoas foram acusadas formalmente.

O que dizem Peña e a oposição

Peña foi sócio da holding que controla o Ueno até março de 2025. A oposição o acusa de conflito de interesses e de usar o Banco Central para acobertar irregularidades. Em carta publicada no X, ele disse que exercerá seu direito de defesa e colaborará com as investigações. O porta-voz da Presidência, Guillermo Grance, afirmou que o presidente está no país e negou que tenha fugido para a Argentina.