Operação Ifrit cumpre mais de 100 mandados contra tráfico em 7 estados
PF e Receita Federal miram organização ligada a PCC e PGC, suspeita de movimentar mais de R$ 500 milhões em dois anos e de atuar na fronteira com o Paraguai.
Mandados em sete estados
Segundo a Polícia Federal, a Operação Ifrit cumpre 26 mandados de prisão e 76 de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia. A ação é conduzida em conjunto com a Receita Federal.
Além das prisões e das buscas, três policiais civis foram afastados dos cargos e outras três pessoas passaram a usar tornozeleira eletrônica. Até o momento, as equipes apreenderam armas, munições, joias, dinheiro e documentos.
Organização considerada ultraviolenta
A PF afirma que o grupo é liderado por uma família associada a outras organizações criminosas e que seria ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Primeiro Grupo Catarinense (PGC). A organização é suspeita de ter movimentado mais de R$ 500 milhões em apenas dois anos.
Entre os integrantes, de acordo com a corporação, havia policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul e um policial rodoviário federal. A investigação aponta crimes violentos, como sequestros, torturas, atentados e homicídios.
Controle territorial na fronteira
As apurações identificaram o uso de armamento, estruturas de apoio e veículos blindados para exercer controle territorial e intimidar rivais. O grupo atuava principalmente na região de fronteira entre Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero, no Paraguai, com ramificações em outros estados.
Rota das drogas e das armas
As drogas e as armas eram obtidas na Bolívia, no Peru e no Paraguai. O material abastecia redes de distribuição no Brasil e rotas de tráfico de entorpecentes na Europa, especialmente na Espanha e em Portugal.
As informações são da Polícia Federal.