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SP e Cruz Vermelha vão identificar 300 ossadas por análise genética

Acordo entre a Polícia Técnico-Científica paulista e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha amplia o processamento de amostras do IML para localizar a identidade de desaparecidos.

Por Redação Portal RGN ·

Foto: Paulo Pinto/ Agência Brasil

Cooperação para ampliar as análises

O acordo entre a Polícia Técnico-Científica de São Paulo e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) prevê a identificação de 300 ossadas que estão sob a guarda do Instituto Médico Legal (IML) do estado. Conforme o governo paulista, o trabalho será feito com análise genética e deve auxiliar na identificação de pessoas desaparecidas.

As informações obtidas nas análises serão comparadas com os dados de familiares de desaparecidos, armazenados em bancos de dados genéticos.

O que dizem os envolvidos

A perita criminal Maria Paula Valadares afirmou que a parceria representa um avanço importante. Segundo ela, com o auxílio do Comitê será possível ampliar o processamento das amostras e avançar nas análises genéticas, o que ajudará a esclarecer as identidades e a fornecer informações que poderão apoiar futuras investigações.

Para Fernando Fornaris, coordenador de Proteção da Delegação do CICV para Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai, o trabalho também é uma forma de preservar a dignidade das pessoas falecidas e de seus familiares.

Como familiares podem colaborar

Pessoas que tenham parentes desaparecidos há mais de 30 dias podem agendar a coleta de material genético pelo site do IML. Esse material alimenta os bancos de dados usados na comparação com as amostras das ossadas.

O insumo divulgado pelo governo estadual não informa prazos para a conclusão das análises nem detalha como será a divisão de tarefas entre as duas instituições.