Força Nacional deve ampliar efetivo para proteger aldeias Guarani Kaiowá em MS
Ministros visitaram aldeias em Tacuru e Coronel Sapucaia após denúncias de violência contra indígenas, e o governo federal promete reforçar a presença na região.
Reforço e novo método de atuação
Segundo o ministro da Justiça, além de aumentar o número de agentes, a Força Nacional passa a adotar o procedimento chamado de "minuto a minuto". Os agentes ficarão sempre em campo, prontos para se deslocar quando houver ocorrência de aparência criminosa ou grave, acionados pela Polícia Federal, pela Polícia Rodoviária Federal ou por forças estaduais. O sistema deve registrar por imagem e detecção no local o tipo de ocorrência e, sempre que possível, indicar autoria e materialidade.
Visita às aldeias na fronteira
O ministro esteve com Eloy Terena, dos Povos Indígenas, e Janine Mello, dos Direitos Humanos, nas aldeias Sassoró, em Tacuru, e Taquapery, em Coronel Sapucaia, na fronteira com o Paraguai. A comitiva foi à região depois que denúncias de violência contra indígenas ganharam repercussão nas redes sociais após as eleições. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) contabilizou mais de 30 casos.
Ameaça de envenenamento da água
A aldeia Sassoró foi alvo de ameaça de envenenamento da água, conforme um áudio que circulou em grupos de moradores de Tacuru. Há suspeita de participação de um servidor público municipal. De acordo com Eloy Terena, a Polícia Federal já ouviu os suspeitos, e o monitoramento da qualidade da água será reforçado.
Casos em apuração e proteção às vítimas
O ministro dos Povos Indígenas afirmou que, após filtragem, o governo recebeu 10 casos, quatro deles em Mato Grosso do Sul. Em averiguação preliminar, só o do envenenamento tem ligação direta com crime político; os atropelamentos, por ora, não, mas não foram descartados. Ele lembrou que parte das denúncias trata de episódios de outros períodos. O Ministério dos Direitos Humanos disse que colocará o Programa de Proteção à disposição das vítimas. Mais de 80 indígenas do estado já participam do programa, segundo a pasta.