Força Nacional amplia efetivo para proteger aldeias Guarani Kaiowá em MS
Ministro da Justiça anunciou o reforço em visita a aldeias na fronteira com o Paraguai, após denúncias de violência depois do segundo turno.
Reforço e novo procedimento
Segundo o ministro Wellington César Lima e Silva, além do contingente atual, a Força Nacional receberá reforço e adotará o procedimento chamado Minuto a Minuto. Os agentes ficarão sempre na área de operações, prontos para se deslocar a qualquer ocorrência com aparência criminosa ou grave. Eles poderão ser acionados pela Polícia Federal, pela Polícia Rodoviária Federal ou pelas forças estaduais.
O ministro explicou que o programa informará, por meio de imagens, o tipo de ocorrência e, sempre que possível, já indicará autoria e materialidade.
Visita às aldeias
Lima e Silva visitou as aldeias Sassoró, em Tacuru, e Taquapery, em Coronel Sapucaia, ao lado dos ministros Eloy Terena, dos Povos Indígenas, e Janine Mello, dos Direitos Humanos.
Denúncias após a eleição
A comitiva foi à região depois de denúncias ganharem repercussão nas redes sociais. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) contabilizou mais de 30 casos. Na aldeia Sassoró, um áudio que circulou em grupos de Tacuru ameaçava envenenar a água, e há suspeita de participação de um servidor municipal.
Eloy Terena disse que a Polícia Federal já ouviu os suspeitos e que o monitoramento da qualidade da água será reforçado. Após filtrar o material recebido, o governo chegou a 10 casos, quatro deles em Mato Grosso do Sul. Em análise preliminar, apenas o do envenenamento tem ligação direta com crime político, mas os atropelamentos não serão descartados.
O Ministério dos Direitos Humanos informou que oferecerá o Programa de Proteção às vítimas. Mais de 80 indígenas do estado já participam dele.