PCDF mira rede de bets ilegais que teria movimentado R$ 1 bilhão
Cerca de 200 agentes cumprem mandados no DF e em quatro estados. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 3,5 bilhões de empresas e pessoas físicas.
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) realiza, nesta quinta-feira (5), uma operação contra uma rede de apostas on-line ilegais que teria movimentado mais de R$ 1 bilhão. Cerca de 200 agentes cumprem dezenas de mandados de busca e apreensão.
Onde a operação acontece
Além do Distrito Federal, há alvos em cidades de Goiás, do Paraná, do Rio Grande do Norte e de São Paulo. Na capital paulista, os policiais estiveram na região da Faria Lima e no bairro de Pinheiros.
Bloqueios determinados pela Justiça
A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 3,5 bilhões de 120 empresas e 64 pessoas físicas. Também foram suspensos os CNPJs e os registros nas juntas comerciais de 100 empresas.
Como o esquema funcionava
A investigação começou há cinco meses, depois que a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda identificou sites que operavam sem autorização federal. As plataformas recebiam pagamentos por Pix e direcionavam o dinheiro a empresas sem relação com apostas, como uma clínica de assistência psicossocial e uma loja de tarô em Sobradinho, no DF.
Segundo a apuração, dezenas de empresas de fachada foram usadas para movimentar R$ 739 milhões.
Fintech e loterias na mira
A polícia também identificou a participação de uma fintech de crédito de São Paulo, autorizada pelo Banco Central, que mantinha inúmeras contas empresariais e teria movimentado cerca de R$ 1 bilhão. Além disso, três empresas que obtiveram autorização para operar loterias na Paraíba e no Rio de Janeiro são investigadas.
As informações são da PCDF e foram divulgadas na data da operação.