Denúncias de violência política no Disque 100 sobem 350% em outubro
Balanço do Ministério dos Direitos Humanos aponta 189 casos em dois meses, com os dias de votação concentrando quase um terço dos registros.
O Ministério dos Direitos Humanos identificou 189 denúncias de violência política ao longo dos dois últimos meses, até o fim das eleições. Segundo o balanço da pasta, os casos incluem violência de gênero, violência étnico-racial, agressões com motivação política e ataques diretos ao direito de votar e de ser votado.
Alta concentrada em outubro
O aumento foi mais forte entre 1º e 25 de outubro. Apenas no Disque 100, a alta foi de 350% na comparação com todo o mês de setembro, quando foram formalizadas 20 ocorrências.
Os dias de votação foram os mais críticos. O primeiro turno, em 4 de outubro, e o segundo, em 25 de outubro, somaram quase um terço das denúncias do período. Além dos registros por telefone, 41 casos foram levados diretamente ao ministério por partidos e parlamentares.
Encaminhamento dos casos
Todos os 189 casos foram repassados ao Ministério da Justiça, à Polícia Federal, ao Ministério Público, à Defensoria Pública da União e a outros órgãos, para identificar e responsabilizar os envolvidos. O balanço usa dados anteriores ao segundo turno.
Episódios em escolas e universidades
Outros casos continuaram ocorrendo. Houve registros de ameaças e agressões a estudantes em Itajaí (SC), no Distrito Federal e em Araguari (MG), onde alunos de medicina atacaram colegas por serem bolsistas.
O Ministério da Educação também passou a reunir denúncias de violência política no contexto eleitoral, após três incêndios em série contra a Universidade Federal de Pernambuco, com prejuízo superior a R$ 100 milhões.
Assédio no trabalho
Em três dias após o segundo turno, o Ministério do Trabalho e Emprego recebeu cerca de 4,3 mil denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho.