Colisão de trens na Espanha deixa 69 mortos e três dias de luto
Acidente em Toledo é o mais letal da Europa desde 2013; governo chama de inexplicável a autorização para o trem seguir viagem.
Buscas continuam nos vagões
As equipes de resgate seguem nesta quinta-feira com as buscas nos vagões destruídos. Durante a noite, guindastes foram usados para remover os destroços, de acordo com a Reuters. O líder regional de Castela-Mancha confirmou que os restos mortais de mais uma vítima foram retirados nesse período e disse não acreditar que haja outras vítimas.
Feridos e estrangeiros
Mais de 50 pessoas permanecem hospitalizadas. Entre os 42 estrangeiros de sete países que estavam envolvidos no acidente, um morreu e sete ficaram feridos.
Falha de sinalização
Segundo o ministro dos Transportes, Oscar Puente, a colisão ocorreu depois que vários trens pararam por causa de uma falha na sinalização. Um dos trens da estatal Renfe foi autorizado a continuar em velocidade normal, embora houvesse outro trem parado à frente. O governo classificou como "inexplicável" a decisão de liberar a passagem.
O maior desde 2013
O acidente é o mais letal na Europa desde 2013, quando houve a tragédia de Santiago de Compostela, também na Espanha. A última grande tragédia ferroviária no país foi em janeiro deste ano, com 46 mortos, e envolveu as mesmas empresas na mesma linha.
Reflexos políticos e greve
O caso entrou na pauta das eleições antecipadas, marcadas para 29 de novembro. Os maquinistas mantiveram uma greve planejada antes do acidente. De acordo com a Reuters, o sindicato afirma que a paralisação continuará para pressionar por mudanças na segurança ferroviária.