Câmara de SP analisa pedido de impeachment de Ricardo Nunes
Comissão especial com sete vereadores avalia se denúncia sobre a frota de ônibus no segundo turno e o suposto assédio eleitoral deve avançar.
O que motivou o pedido
A denúncia afirma que o prefeito descumpriu uma decisão da Justiça Eleitoral, que determinava a circulação de 100% da frota de ônibus da capital para que os eleitores pudessem votar no domingo (25). A prefeitura, porém, assegurou a operação de apenas 60% dos veículos.
Os autores do pedido também alegam assédio eleitoral e abuso de poder contra servidores comissionados, que teriam sido obrigados a participar de atos da campanha de Flávio Bolsonaro.
Resposta da prefeitura
No domingo, a administração municipal informou que agiu de forma diligente e proativa para que as empresas de ônibus tomassem as providências necessárias ao cumprimento da decisão do Tribunal Regional Eleitoral. Segundo a prefeitura, houve dificuldades para ampliar a frota em prazo reduzido.
Próximos passos
O vereador Major Palumbo, do PP, foi escolhido relator. Cabe a ele avaliar se a denúncia deve ser transformada em acusação, para que o pedido de impeachment prossiga. A apresentação do relatório está marcada para a próxima terça-feira (3).
Se o parecer for favorável à queixa, o documento será submetido ao plenário da Câmara Municipal, que decidirá sobre a instauração de uma Comissão Processante.